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Tudo de novo a Ocidente

1924 ou... 2014 ? O país, "Cintra"e o resto.

Em 1924, foi publicado por Cezar dos Santos o livro: "O Desprezado", no qual o autor inseriu um conjunto de reflexões atribuídas a Gomes Leal, poeta e panfletário, proferidas no tempo da 1ªguerra mundial, durante a ditadura de Sidónio Pais, época de grandes dificuldades e miséria para a maioria da população, tal qual hoje. Dizia o poeta: "Ah que série de ilusões vai este desventurado povo atravessando pois está a sendo governado por burros e analfabetos...que série! Que homens! Meu caro amigo, eles matam-nos à mingua e a fome. São incapazes de terem sentimentos humanos. Quadrilhas! Quadrilheiros! Se João Brandão hoje fora  vivo, teria animo e força para atingir a chefia deste Estado que sossobra. Quadrilhas! Quadrilheiros! Pois donde vêem as fortunas que ostentam esses maltrapilhos de ontem por esse país fora?". Acerca de "Cintra", Cezar Santos escrevia "Quem há aí que não conheça a "Cintra" de hoje aos domingos? A bêbeda "Cintra", a povoação dos pic-nics! Toda ela é inferior á superioridade da serra altaneira que a domina e a esquece". Os governos local e nacional também esquecem o bem comum, governando sem rei nem roque, fazendo tudo para que os nossos dias sejam tristes, sem esperança. Somos um povo "Despresado". Oxalá após as próximas eleições autárquicas, quem liderar o Munícipio, para além da Sintra dos "Palácios" dos pinic-nics e turistas low-cost,se interesse ,finalmente,pela outra,habitada por milhares de pessoas,sacrificadas por pesados  impostos municipais, utilizados,sem cerimónia. para alimentar as vaidades e "prebendas" duma vetusta e retrograda minoria  para a qual só é Sintrense quem vive na Sintra (Vila), considerando o restante território concelhio, unicamente, uma fonte de rendimento, onde se deve investir o mínimo possível. Basta de "DESPRESISMO". Concordando com Gomes Leal declaro: "Reservo a minha alma para o silêncio. Nele viverei humilde e ignoradamente. Não me preocupa já a politica. Estou muito diferente do que era".Continuarei a escrever aqui, como dever de cidadania. Valerá a pena? Este texto foi elaborado há mais de um ano.Algo mudou? quem souber responder diga.Por mim infelizmente parece que não. 

 

 

 

 

"ITE, MISSA EST"

A  "Troika" não aceita mudanças,limita-se a repetir uma receita que já deu "maus " cozinhados. Em 1918 ,Gomes Leal .o poeta panfletário,terá escrito:

"Estamos a ser conduzidos por homens sem pudor moral,sem faculdades intelectuais que prevaleçam estamos numa crise e numa falta de continuidade que fazem esmorecer.(...) Quadrilheiros! Quadrilheiros!Se João Brandão hoje fora vivo teria animo e força para atingir a chefia deste Estado que soçobra. Quadrilheiros! Pois donde veem as fortunas  que ostentam esses maltrapillhos de ontem,por esse país fora?.(...),eles matam-nos á míngua e á fome.São incapazes  de terem sentimentos humanos. Ah, que serie de ilusões vai este desventurado povo atravessando,pois está sendo governado por burros e analfabetos"

Isto aplica-se ao tempo presente como uma luva.A democracia, tende cada vez mais, para uma plutocracia.Nâo sabemos, infelizmente,como tudo irá acabar.Com desplante inaudito o Ministro das Finanças,afirmou que a avaliação da "Troika" foi positiva, apesar da pilhagem fiscal   e penúria oprimirem a Nação Portuguesa.Terminamos citando D.Miguel de Unamuno,nosso Mestre,na obra Agonia do Cristianismo ( P,111.)"Há momentos em que se nos afigura que a Europa,o mundo civilizado (...) se aproxima do fim,e há quem para consigo diga,com a trágica expressão portuguesa:isto dá vontade de morrer"

Feito á vista do Paço de Sintra aos 15 de março do desesperado ano de 2013

 

 

 

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