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Tudo de novo a Ocidente

AUTORIDADE REGULADORA DA MENDICIDADE I

Em sintonia com medidas de austeridade os governantes deveriam  ter em consideração o acelerado empobrecimento de estratos diversificados da população impelidos para situação de pré-mendicidade.O poder vigente será de cariz liberal.Parece-nos adequado desta ponta ocidental da Pátria relembrar as preocupações  sobre a penúria, do governo igualmente liberal  de 1822, medidas preconizadas por Silva Carvalho. Podem ser inspiradoras face as dificuldades  da maioria do Povo. Deixamos á consideração aquilo que o estadista propunha quanto aos "mendigos"

                                       & 1º. A nenhum indíviduo se permitirá mendigar sem licença da autoridade policial da sua residência,perante a qual terá de justificar a impossibilidade de ganhar o sustento,por motivo atendível,como doença.idade,ou outros aceitáveis. 

                                                

                                            

 

                                            2º.Nenhum mendigo exercerá este ofício fora dum perímetro vinte e cinco quilómetros,ao redor da terra da residência,na licença,será declarada esta clausula.As autoridades,obrigarão os contaventores a saírem do local onde residem. 

                                                 

                                                 

 

                                              3ºEm consequência do determinado no & 1º,todo o mendigo deverá obter uma licença para mendigar  na terra a que chegar.

Qualquer rendimento por questões de equidade e justiça social,deve ser declarado ao fisco, a entidade reguladora da actividade promulgará medidas consideradas necessárias ao   cumprimento  desta obrigação.Antes do  estado de miserablismo é necessário garantir o da pobreza mitigada.Os pobres causam a ruína dos ricos quando vivem acima das suas possibilidades,não há crime mais hediondo devem ser punidos quando isso ocorra.

 

 

UMA PARCERIA PUBLICO PRIVADA EM 1835

Diariamente falam escrevem comentam e... lamentam-se grupos de egrégios cidadãos, sobre os malefícios das designadas parcerias público-privadas, apontando os erros de tal método, considerando-o um expediente "inventado" pelos governantes dos tempos actuais, para enriquecerem escandalosamente, argumentando depois com uma desfaçatez inaudita que as condições desgraçadas que impõem aqueles que infelizmente governam, se devem ao facto dos pobres portugueses terem vivido acima das suas possibilidades. Dentro do "estatuto editorial" que livremente escolhemos para este blog queremos partilhar, a propósito do que para aí se diz; alguns parágrafos da intervenção dum ilustre deputado no parlamento da Nação em 1835:

"Hoje vou apresentar uma outra indicação, como já disse em que proponho uma associação para consertar a estrada LISBOA a CINTRA. Proponho que o governo (...) faça público que ele está disposto a receber qualquer proposta que lhe seja feita, para o concerto da estrada que vai de Lisboa para Cintra, concedendo ao empreendedor ou empreendedores que quiserem tomar esta empresa um direito sobre as carruagens, cavalgaduras e carros que seguirem esta estrada, devendo esta paga ser proporcionalmente maior para as carruagens visto que o seu excessivo peso permite que uma maior imposição pese sobre elas. Aos empreendedores será concedido o privilégio de ter uma diligência entre CINTRA e LISBOA, bem como mudas para as viagens que quiserem correr nas suas próprias carruagens. Isto pelo mesmo número de anos pelo que lhe for concedido os direitos de barreira. O ministro da fazenda, SILVA CARVALHO, concordou, porque principalmente agora  o governo está tratando com maior assiduidade empresas semelhantes". O presidente do ministério era o Duque de Palmela. Estávamos em pleno período de "privatização"  dos bens do clero e do começo daquilo que depois se designou "comer á mesa do orçamento". Fizeram-se fortunas colossais e o  povo vivia na mais negra miséria.

Aqueles que  vão alternando no poder aprenderam todos pela mesma cartilha sob o lema: Quem vai para ministro fará "pilhagem legal" se para isso tiver oportunidade. Tem sido sempre assim desde o começo do liberalismo em Portugal. Uma das primeiras parcerias público privadas, que se rubricaram, teve como motivo a reparação da estrada Lisboa a Cintra. Ainda há quem diga: a história não se repete... Note-se que o empreendorismo era já um "must" como actualmente. A estrada em causa começava em Benfica, e seguia depois pela Venda Nova Porcalhota, Carenque, Queluz, Tascoa, descida do Papel, ponte da Agualva, alto do Cacém, Rio de Mouro, Ranholhas, S.Pedro, S.Sebastião, Rio do Porto e Cintra. A via foi reparada, infelizmente aquela onde circula o quotidiano dos Portugueses tem cada vez mais buracos,provocados  por quem não sofre incómodos pois desloca-se de" helicóptero", e vive em condomínios fechados.

 

A ÁLEA DE PALMEIRAS DA CASA DE SAÚDE DE S. JOÃO DE DEUS NO TELHAL

Na quinta do Telhal onde está edificada a Casa de Saúde para doenças do foro psiquiátrico, há uma álea de palmeiras centenárias, por entre as quais já devem ter passado milhares de doentes, aos quais a humana e competente acção dos IRMÃOS HOSPITALÁRIOS, tem ajudado na procura de solução para os seus problemas. As palmeiras são testemunhas silenciosas de muitos dramas. Todavia, o trabalho desenvolvido deve ser realçado, por isso deixamos um pequeno apontamento sobre a INSTITUIÇÃO:

A CASA DE SAÚDE DO TELHAL, é um estabelecimento de assistência de grande importância concelhia e nacional. Foi fundada em 1893 pelo Padre italiano BENTO MENNI que veio para Portugal com o objectivo de reactivar a Ordem de S.João do Hospital, extinta em 1834 no seguimento da Revolução Liberal.

A escolha da quinta do Telhal surgiu,  em detrimento, dum outro terreno, também à venda em Agualva Cacém, por ser um sítio mais calmo, propício ao recolhimento religioso, e mais adequado ao tipo de doentes que se propunham assistir.

A quinta pertencia á família Vanzeller. Foi comprada por seis contos de reis uma avultada quantia para  a época, cujo pagamento só foi possível finalizar em 1911, com grandes sacrifícios. Os Irmãos sustentavam-se quase só com os produtos da quinta, durante muito tempo não se serviu vinho à comunidade  e raramente comiam carne.

Devido a epidemia da pneumónica, em1919, muitos doentes faleceram; a vida dos irmãos correu perigo. A carência de meios, obrigou irmãos a percorrerem o País na recolha de esmolas para a subsistência da Casa de Saúde.

Em 1950 estiveram no Telhal as relíquias de S.JOÃO DE DEUS, lembrando o 4ºcentenário da sua morte. Como se sabe este SANTO português, de nascimento, está sepultado em Granada, Espanha.

As árvores além da  sombra, igualmente  proporcionam o ensejo de sabermos mais...

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