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Tudo de novo a Ocidente

O PINHEIRO DA FONTE

Foi um acaso de repente encontrei bordejando o antigo caminho da fonte, hoje seca, um majestoso centenário pinheiro manso, fazendo fé das informações dos vizinhos do lugar de Paiões, freguesia de Rio deMouro termo da vila de Sintra. Um deles afirmou que tendo nascido em 1938, sempre se lembrava do "pinheiro manso", já grande. Resistiu ao ciclone de 1941 as vetustas raízes regadas pela água da mina que alimentava a fonte, explicam o vigor e grossura do fuste e ampla copa sob a qual descansavam as moças nas idas à bica.

A artéria onde vegeta e serve de poiso a colónias de rolas que debicam nas pinhas os pinhões tem pouco movimento,  só os moradores sabiam da existência desta bela árvore, considerada símbolo da imortalidade devido a folha persistente e resina que segrega ser de incorruptibilidade conhecida.

O epíteto de "pinheiro da fonte" será a  referência identitária. Oxalá continue com exuberância vegetativa e resistência as intempéries para continuarmos a admirá-lo, parte integrante do passado da aldeia singular onde cresceu sem cuidados especiais e livre em espaço de todos. Monumento vivo prova  de amor  e bondade de Deus que se manifesta no carácter misterioso e divino dos prodígios da natureza desde a pequenina folha a mais imponente das montanhas.

 

 

O PORQUÊ DAS ÁRVORES?

É natural surgirem incredulidades sobre o facto de escrever sobre as árvores. Sem tentarmos fazer "doutrina" acerca do tema, pensamos ser um veiculo apropriado para se compreenderem as questões que interessam resolver, no sentido de contribuirmos para um Mundo mais justo e fraterno.

Ouvimos dizer de amiúde que: "RUIM ÁRVORE NÃO DÁ BOA SOMBRA".  Comparativamente quem dirige uma instituição ou um País, se não for pessoa capaz, vai causar com a sua incapacidade sofrimento aos que dependem do seu desempenho, quem dirige tem de ser uma boa ÁRVORE.

Associada ao poder não admira que os ricos usem o seu desafogo económico, para plantarem bosques de árvores raras nas suas propriedades. Em Sintra, as várias quintas existentes, são um exemplo disso. Os frutos e os ramos são alimento e calor para os menos afortunados. Acolhem os ninhos da aves, da sua madeira será o abrigo da nossa última viagem para o OCASO.

Simbolicamente pela árvore, muitas "estradas" se abrem, e permitem que por elas discorra o livre pensamento alheio, a preconceitos e ao fanatismo permitindo o exercício pleno da cidadania.

A árvore reúne em si todos os elementos: a água da seiva, a terra onde a fixam as raízes, o ar que as suas folhas agitam e ajudam a regenerar e o fogo que "nasce" da fricção dos ramos secos. Quase tudo se pode associar a árvore! Desde a origem das famílias, à ÁRVORE DA VIDA...

Escrever  tendo as árvores como tema é reportar-nos ao pilar central suporte da nossa existência, e  dispor dum imenso manancial de exemplos para melhor entendermos a humanidade.

Deixamos a imagem dum pequeno carvalho silvestre nascido numa mata Sintrense bem perto duma "floresta " de prédios de betão. 

 

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