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Tudo de novo a Ocidente

QUINTA DO MOLHAPÃO

Uma das mais distintas e solarengas propriedades  do concelho de Sintra é a denominada quinta do Molhapão situada na Freguesia de Belas, no lugar da Tala, perto da estação ferroviária de Mira Sintra- Meleças.Trata-se duma herdade com séculos de história, e sobre a qual se tem escrito alguma, prosa com o seu quê de fantasioso. Relacionado com a quinta apuramos que tinha bons pomares e dava bastante trigo.

No ano de 1822, a fruta produzida: limões, peras, figos e laranjas era vendida na Rua das Portas de Santo Antão nº106 em Lisboa. Domicilio hoje, de um conhecido restaurante. Nesta rua, fica o palácio que foi dos senhores da quinta, o chamado palácio Alverca, na actualidade, edifício sede da Casa do Alentejo.

A quinta do Molhapão abundava em água, que esteve para ser aproveitada e canalizada directamente ao aqueduto das Águas Livres construído entre Belas e Lisboa. No subsolo  e em todo o vale da Ribeira de Vale de Lobos existe a grande profundidade um dos maiores lençóis aquíferos de Portugal. Quase no  final da Monarquia (1905) o Visconde de Alverca, requereu que a sua propriedade fosse sujeita ao regime florestal, o que foi concedido. Contigua à quinta ficava a herdade do Minhoto; a Rua  que existe na Tala com esse nome indicava o caminho. A quinta do Molhapão e o Minhoto em conjunto tinham uma área de 288 hectares, 100 dos quais eram de pinhal, 100 de cultura e 88 de charneca. Estes últimos o dono obrigava-se a arborizá-los no prazo de 20 anos. Era uma medida acertada porque sendo Meleças centro produtor de cal e onde laborava um forno, que necessitava de significativas quantidades de lenha, fazia todo o sentido. No entanto, as vicissitudes da História, alteraram tudo.

Em 1914, já na vigência do regime Republicano, José de Sá Pais do Amaral, Visconde de Alverca solicitou que fosse retirada do regime florestal aquele seu imóvel, o que foi concedido, conforme decreto nº340, publicado no Diário do Governo ñº 29 de 28 de Fevereiro do citado ano. A Quinta do Molhapão está classificada como imóvel de interesse concelhio nos termos do regulamento do PDM de Sintra em vigor.Por agora vamos,  molhar pão noutro azeite,como quem diz:terminamos.Oxalá tenhamos dado "novidades".Acerca da origem do topónimo voltaremos a escrever.

 

 

A RIBEIRA DAS JARDAS UM NOME E UM SÍTIO ÚNICOS...

Ao longo do seu percurso a ribeira que nasce na serra da Piedade freguesia de Almargem do Bispo, toma diversos nomes: Ribeira de Vale de Lobos depois ao passar por Meleças e Rinchoa Ribeira das Jardas, após Agualva-Cacém Ribeira do Papel. Quando finalmente, entra no Rio Tejo em Caxias, leva o nome de Ribeira de Barcarena.

É sobre o lanço da JARDA o nosso apontamento de hoje. Trata-se dum local edílico com todas as condições para ser uma ímpar área de recreio e convívio, mas não está ainda devidamente aproveitado. Com a despoluição da ribeira têm aparecido diversas espécies próprias das zonas húmidas como as galinholas. Já observamos uma destas aves na ribeira junto ao pontão de madeira no caminho da Rinchoa para Mira Sintra. As águas límpidas estão bordejadas por inúmeras árvores de porte significativo e  folha perene o que dá um aspecto verdejante em qualquer estação do ano ; este arvoredo é uma reminiscência do que teria sido um bosque em galeria bastante frondoso.

A Jarda foi sempre uma ribeira de muita vegetação,daí o seu nome . Dando o devido desconto as fantasiosas intrepertações sobre o significado de Jarda, a nossa hipotese é a seguinte:

Jarda é uma unidade de comprimento inglesa e americana e cuja medida padrão era uma vara. Jarda no alemão antigo (visigótico)  queria dizer VARA, BASTÃO.

 

Como a nossa Ribeira tinha arvores, de cujos ramos se podiam obter varas cajados bordões e outro tipo de objectos para os quais as varas têm utilidade, recebeu por isso o nome jarda, ou  como diriamos hoje, RIBEIRA DAS VARAS. Sem esforço podemos concordar ser um belo e distinto nome. Como a vara sempre esteve associada ao poder e ao seu exercício  a ribeira da jarda tem o dom de nos fascinar com o som cantante e verde das águas do seu leito...

Resta fazer um voto para que a requalificação do Polis do Cacém chegue também até ao Caminho de Fitares porque a Ribeira das Varas merece ser apreciada não só pelos que moramos em Sintra mas todos os habitantes da Area Metropolitana de Lisboa. Aqui deve construir-se um verdadeiro passeio ribeirinho, no rio Tejo o passeio só pode ser "marginal" pois o Tejo não é uma Ribeira.

 

Ribeira há uma e única no interior duma zona densamente povoada...Esta!

 

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