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Tudo de novo a Ocidente

ASPECTOS DUM PORTUGAL QUE VAI DESAPARECENDO...

Muito se diz e escreve sobre o quotidiano do interior de Portugal, onde apesar do que tem sido feito para melhorar a vida das populações, não foi ainda possível suster a saída das pessoas, em busca de trabalho e mais promissoras condições, que permitam a realização das suas legitimas aspirações. Esta realidade proporciona imagens como a que deixamos.

Trata-se duma casa de habitação construída no século XIX, e desabitada há muitos anos. Curiosamente as janelas a varanda e tudo o que se pode ver na fachada é  em madeira. Nada de ferros ou mesmo vidraças. Esta construção encontra-se na parte mais antiga da Vila da Pampilhosa da Serra, denominada de: "Aldeia Velha" é um exemplar de arquitectura popular digno de atenção. As madeiras que suportam o telhado são de castanho, assim como as da varanda: as telhas de "canudo" devem ter sido produzidas num "telhal" próximo. A fachada é de Tabique.

As particularidades construtivas da CASA DA TIA CONSTANÇA, com é conhecida, revelam o uso generalizado da madeira, para  erguer habitações, no tempo da sua "feitura" devido à riqueza florestal da região nessa altura.

A envolvente tem aspecto ruinoso e compõe um quadro de decadência comum a muitas aldeias de Portugal. O destino das árvores, como diz o poema do antigo livro de leituras do ensino primário, hoje dito "básico" pode ser:

 

Talvez soalho de casa

Talvez caixão ...Talvez berço

Para um menino embalar.

Será talvez isso tudo...

E depois?Em que há-de dar?

 

Num terno e sentido sentimento de que "há um fim para todas as coisas amanhã" diríamos nós...  

 

  

OS PLÁTANOS DO ADRO DA IGREJA DO MACHICO - MADEIRA

A Igreja matriz do Machico na Ilha da Madeira tem um gracioso adro rodeado de Plátanos Centenários. E curiosamente no centro está colocada uma estátua de Tristão Vaz Teixeira, um dos descobridores da Ilha da autoria do escultor Anjos Teixeira  executada em 1971. Como se sabe na Vila de Sintra existe um Museu, que guarda trabalhos daquele escultor.

O Machico foi o local onde primeiro aportaram os navegantes do Infante D. Henrique quando pisaram solo madeirense. Em pleno Atlântico deparamos com semelhanças reportáveis a Sintra. O mais curioso é também como na nossa romântica Vila, encontramos  robustos e gigantescos PLÁTANOS, como a lembrar que para além doutras coisas que nos unem os povoadores quiseram plantar árvores que recordassem a Terra onde tinham partido.

À sombra dos plátanos do Machico, nos dias que a névoa cobre o vale, sentimos o sortilégio das terras onde tudo começa e o sonho segundo o Poeta, de facto, "comanda a vida".

No Parque da Liberdade em Sintra ou em MACHICO as árvores, como diria VIEIRA, "são o sal da terra", por isso "temperam" a nossa vida de Beleza e Força.

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