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Tudo de novo a Ocidente

PREGOS "UP TO DATE" SEMPRE UM PITÉU

Demonstramos a inequívoca "naturalidade" sintrense do petisco "prego". Felizmente a par da preocupação com origem e qualidade da carne, existe aqui na "zona demarcada do prego e do bitoque", situada no território concelhio de Sintra,  freguesias de Cacém e Rio de Mouro, preocupação em inovar a confecção sem esquecer  sabor e apresentação do mesmo.

Na estrada Marquês de Pombal, artéria onde podemos encontrar numero significativo de locais para "degustação" do prego, nessa rua junto ao centro comercial de Fitares: o restaurante "O Marquês".

Tive grata e agradabilíssima surpresa de "manjar" prego variante "no prato", servido além das "fritas", acompanhado, também de molho com diversas "texturas": molho verde, de cogumelos, à café e mais outros dois cuja composição não recordo.

Justiça se faça, Mónica dona da comensal paragem, tev feliz ideia, não "abastarda" o sabor delicioso da carne, e dá toque de modernidade ao "centenário" invento .

 Experiência a realizar, os molhos são de "molhar" e chorar por mais.

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RIO DE MOURO - SÍTIO DE TRADIÇÂO POMBALINA

Existem em Portugal, localidades, ligadas à vida privada ou acção política do Marquês de Pombal de modo relevante, e merecem ser denominadas "terras pombalinas", no Concelho de Sintra, Rio de Mouro é uma delas onde o Marquês possuía vastas propriedades, trajecto entre o palácio em Oeiras e  Quinta da Granja, passava por aqui. Hoje ainda podemos encontrar o traçado da "estrada Marquês de Pombal". A tapada das Mercês e  capela de Nossa Senhora das Mercês,estão situadas no território antigo da freguesia de Rio de Mouro. O terreiro da Feira das Mercês, foi destacado das terras da Casa Pombal.

 

A quinta do "Scoto" e pinhal adjacente eram também de sua pertença. Consta  antes de seguir para o exílio na vila de Pombal, quando foi demitido do cargo de ministro do reino, o Marquês passou alguns dias na quinta do "scoto" ou do "escoto". Curiosamente Domingos Maximiniano Torres, nasceu na quinta de Entrevinhas,contigua .

 

Oh Peregrino, que olhas respeitoso.

O heróico busto em bronze relevado

Se saberes queres, do que está gravado

nos nossos corações, o nome honroso

 

Pergunta ao Luso Povo venturoso

Quem o antigo quebrou grilhão pesado

Em que o teve a ignorância aferrolhado

Por mãos do fanatismo sanguinoso.

 

Quem d´entre as cinzas fez surgir princesa

Do mundo Elysia, e de esplendor a veste

E o comércio anima e as artes preza

 

Quem extirpou da hipocrisia a peste

Ah! sublime CARVALHO, nesta empresa

os passados heróis, e a Ti venceste

 

Ilustre e consagrado participante no movimento da "Arcádia Lusitana", o Bacharel Domingos Maximiniano Torres, natural de Rio de Mouro, devotado seguidor das ideias do Marquês, dedicou-lhe o soneto acima reproduzido, a propósito da colocação do busto em bronze, de Sebastião José de Carvalho e Melo na estátua equestre de D.José I, inaugurada  na Praça do Comércio em Lisboa, dia do aniversário do monarca, 6 de Junho de 1775.

 

Domingos Torres admirador do Marquês de Pombal; isso foi uma das causas da prisão do poeta, quando o seu "idolo" caíu em desgraça, viria a falecer no Forte da Trafaria. Por tudo Rio de Mouro, conforme nossa "deliberação" será a partir de hoje: "SÍTIO DE TRADIÇÃO POMBALINA".

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QUANDO "SALAZAR" ATERROU NA BASE AÉREA DA GRANJA DO MARQUÊS

A ocidente há sempre novidades, gostaríamos de partilhar uma delas com quem nos "visita".

No já distante dia 2 de Fevereiro de 1935, realizou-se no então denominado Aeródromo da  Granja do Marquês, aqui em Sintra, a cerimónia de recepção de uma nova unidade de avião destinada á Força Aérea da Armada. Por essa altura, na Europa, parecia que os ventos estavam de feição para as correntes politicas totalitárias e antidemocráticas, em Portugal os sentimentos germanófilos iam ganhando adeptos. Na Assembleia Nacional aprovou-se a lei contra as sociedades secretas visando sobretudo a maçonaria, que motivou um artigo de Fernando Pessoa insurgindo-se contra tal deliberação, publicado no Diário de Lisboa de 4 do mesmo mês. O Estado Novo "legitimado" pela Constituição Política de1933, assumia que acima de tudo se devia glorificar o seu líder. Até o Presidente da República General Carmona na sessão inaugural da Assembleia Nacional na sua mensagem afirmava"é de elementar justiça destacar a acção altamente patriótica e tão eminentemente notável, do Presidente do Conselho,António de Oliveira Salazar".

Como na ideologia do Estado Novo, a primazia devia ser dada à "existência de um Exército e de uma Armada valorizados pela posse de uma técnica perfeita e suficientemente providos de meios materiais".Dado o desafogo do Tesouro Público ter sido alcançado aqueles meios poderiam ser adquiridos, isso foi feito, assim na data referida um Sábado,poisou em Sintra uma aeronave para equipar as Forças Armadas. Os destinatários da mesma atribuíram-lhe, como homenagem "ao mago das finanças" o nome: Salazar.

E aqui fica desvendado o local onde o ditador primeiro "aterrou",há precisamente 75 anos.

 

 

Foto Propriedade do Arquivo Nacional Torre do Tombo
Título: O avião Salazar ao aterrar na Granja do Marquês, em Sintra. 

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