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Tudo de novo a Ocidente

TOPONÍMIA SINTRENSE - ALVEIJAR

Localizado junto via de comunicação, que liga território do Concelho de Sintra, ao de Loures, por isso, importante desde tempos recuados, localizada também perto de cruzamento de caminhos integrado na União de freguesias Almargem do Bispo, Montelavar e Pero Pinheiro; encontramos o lugar de ALVEIJAR.

Os terrenos circundantes férteis, cuidadosamente cultivados, onde se colhem  hortícolas de diversas qualidades, para amanho dos solos e transporte dos produtos agrícolas para mercados de Lisboa, era por isso imprescindível ajuda de gado equino, principalmente burros  e muares. Sendo animais de tiro e carga, necessitam de cuidados redobrados, na ferra dos cascos e tratamentos de mazelas recorrentes.

Desde remota época, reportavel a dominação árabe, artífice  destas matérias denominava-se:al-baitãr as transformações idiomáticas, originaram aparecimento na Idade Média do vocábulo: alueytar. Tal qual em outros casos, também neste, o U deu origem a V e o Y passou a I, assim ficaria Alveitar, por corruptela da pronuncia, o T "caiu" para J, resultando AlVEIJAR cujo significado é: "Aquele que ferra cavalgaduras, e trata  doenças dos animais de modo empírico sem conhecimentos de veterinária."  Recordemos o antigo oficio de barbeiro ou sangrador, andava de quase sempre de "mão dada" com o de ferrador.

Resumindo  local onde existiam instalações de um "tronco da ferra" e exercia actividade o ferrador, está na génese do topónimo.

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PRENDER O BURRO

O património construído proporciona muita informação interessante e valiosa para conhecermos  aspectos sociais políticos e económicos duma comunidade.

Deparamos recentemente uma particularidade que ilustra o que escrevemos. A fonte da aldeia de Arneiro dos Marinheiros, Freguesia de São João das Lampas, Município de Sintra na área Metropolitana de Lisboa, construida no ano de 1907, como atesta placa nela afixada destinava-se abastecimento de água ao povoado e mitigar a sede dos animais de trabalho, na região predominantemente muares e burros. O bebedouro ficava num dos lados da fonte, para prender os animais, existe não argola de ferro com era usual mas uma simples pedra cravada na parede  na qual se executou furo para passar a arreata. A época era de grande penúria, não dispondo de dinheiro para a argola, recorreram os habitantes a pedra, abundante e gratuita.

E caso para dizer a "necessidade aguça o engenho".mesmo quando é preciso prender o burro.

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