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Tudo de novo a Ocidente

INSIGNES QUINTAS COM NOME DE ÁRVORES

A mui antiga freguesia  Nossa Senhora de Belém em Rio de Mouro, erecta por vontade dos frades da ordem de São Jerónimo do Convento da Penha Longa, donos e senhores da maior parte das terras da região, foram ao longo dos séculos aforando e vendendo propriedades depois transformadas em opulentas quintas pelos seus  proprietários.

Até criação das freguesias de Algueirão Mem Martins e Agualva Cacém, década de 50 do século XX, Rio de Mouro foi a mais povoada e rica de todas as freguesias do termo da Vila de Sintra.

O território de Rio de Mouro fértil, coberto de valiosas florestas, além da beleza forneciam lenha indispensável ao dia a dia dos moradores.

Um prova ficou na toponímia em Rio de Mouro as quintas mais ricas ostentavam e algumas ainda ostentam nomes de árvores e vegetação: Quinta das Sobralas, Quinta do Olival, Quinta do Ulmeiro, Quinta do Pinheiro, Quinta do Zambujal,Quinta de Fetares (hoje Fitares), Quinta de Entre-Vinhas e outras que porventura existem e não lembro.

Rio de Mouro é um belo sítio para viver, mal grado opinião de ilustres  "novos ricos",  além do dinheiro nada podem revelar. "Deus os ajude e a nós que não nos desampare ", sentença sábia da nossa querida avó materna.

 

EFEMÉRIDE IMPORTANTE- ( 1996 - 2016)

Cumpre-se este ano, vigésimo aniversário da declaração de interesse concelhio, atribuído à igreja paroquial de Rio de Mouro concelho de Sintra, Área Metropolitana de Lisboa. O templo edificado na povoação durante séculos sede da freguesia, actualmente denominada "Rio de Mouro Velho", é exemplo interessante de arquitectura religiosa de cariz rústico.

A Nossa Senhora de Belém, escolhida como padroeira, pelos frades da ordem de São Jerónimo, porque dedicavam à Virgem, grande devoção. Os monges Jerónimos, proprietários das terras das redondezas, cujos cultivadores eram foreiros do Mosteiro da Penha Longa , onde os frades, possuíam convento.Aqueles monges se ficou devendo a construção, no século XVI. época que governava  Reino de Portugal o cardeal Dom Henrique.

A igreja e fábrica de estamparia de lenços e chitas que laborou durante cento ciquenta anos, dinamizaram o desenvolvimento económico e social do burgo. Dista escassos vinte quilómetros do centro de Lisboa, no entanto a sua observação remete-nos  para lugar longínquo.

A foto inédita, obtida a partir do caminho que habitantes de localidades circundantes, designadamente,Covas,e Serradas seguiam nas deslocações a igreja Matriz, para assistirem á missa de Domingo, ilustra a ruralidade do edifício.

A declaração de interesse concelhio, publicada no Diário da República de 6 de Março de 1996,  tem o teor seguinte: 

"Classifica-se como valor concelhio , a igreja de Nossa Senhora de Belém , matriz de Rio de Mouro,no Largo do 1º de Dezembro, e Rua de Joaquim Correia de Freitas, Freguesia de Rio de Mouro.

P7304451.JPG

Imagem de Nossa Senhora de Belém,existente na Igreja de Rio de Mouro, levada solemente no seu andor durante  procissão que anualmente se realiza em  Julho , e percorre as ruas de Rio de Mouro Velho e Paiões.

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