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Tudo de novo a Ocidente

TOPONÍMIA SINTRENSE - MACEIRA

 

Pitoresca localidade da união de freguesias de Almargem do Bispo,Montelavar , Pero Pinheiro,Município de Sintra,conhecida pelas antigas pedreiras e cantarias de mármore ,formações rochosas esculpidas durante séculos pela agua da chuvas e força de ventanias, designadas lapiás ,"monumentos naturais " declarado de interesse concelhio.

Actualmente é terra com sinais  de progresso, habitantes são apegados as tradições e costumes sempre demonstraram vincado espírito de independência em relação as localidades circunvizinhas.

 Topónimo  Maceira em tempos idos escrevia-se Maceyra,em épocas mais longínquas Masseyeira.Pertenceu sempre ao termo da Vila de Sintra,  século XVIII, fazia parte da Vintena de Montelavar.Em Maceira existem diversos mananciais de água , dessa particularidade hidrológica , deriva o nome,

Sabemos, masseira é o tabuleiro onde se coloca  pão para levar e retirar do forno.Também significa onde cai a agua vinda dos alcatruzes,e calha, normalmente de pedra, conduz a agua do local da nascente para onde é utilizada.Em Maceira há fonte de caudal abundante construida no seculo XIX,a nascente  perene muito antiga, antes de construirem fonte a água , vertia directamente numa "masseira", executada com pedra extraida, no sitio, completado enchimento da masseira,  precioso liquido,caía e ainda cai para uma "levada" ou calha de pedra, e  dirigida para o campo.

Masseira resumidamente quer dizer,tabuleiro ou tanque raso para onde escorre água da fonte ou nascente.Bucólico e fresco nome...

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CORETO ÚNICO EM PORTUGAL. SONHO DE PORFIRIO PARDAL MONTEIRO

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Edificado no Largo principal de Pêro Pinheiro, Município de Sintra deparamos com espaço destinado a execução concertos musicais ao ar livre, popularmente conhecido "coreto".

A construção prende atenção pela beleza das linhas arquitectónicas, esmero dos pormenores a qualidade da pedra. Pressentimos estar perante obra de mestre, assim é. A obra nasceu do engenho e arte de Porfirio Pardal Monteiro, arquitecto ilustre e genial, natural  da terra .

Ofereceu o coreto em 1954, três anos antes de falecer, para possibilitar a antiga e prestigiada banda filarmónica de Pêro Pinheiro, pudesse dispor de "poiso" onde tocar para  os habitantes do burgo.

As características acústicas são de grande qualidade, permitindo que melodias tocadas sejam escutadas com nitidez e amplitude únicas. Pardal Monteiro quis homenagear o berço natal, com realização ímpar. Os seus patrícios retribuíram, atribuindo ao largo, o seu nome.

Permitem discorde; face  carácter de beleza material e simbólica  da obra o largo deveria  ser denominado: "LARGO DO CORETO OBRA DE PORFIRIO PARDAL MONTEIRO SUBLIME ARQUITECTO".

GRANDEZA A OCIDENTE. GLORIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA

No dia 25 de Julho de 1827, a princesa Dona Francisca Benedita viúva do príncipe quase rei D. José  seu sobrinho, inaugurou o Asilo dos Inválidos Militares de Runa, concelho de Torres Vedras. Era  aniversário da princesa, cumpria avançada idade de 81 anos, concretizava promessa que fizera para honrar a memória do marido.

A obra projectada e construida sob responsabilidade do arquitecto José da Costa e Silva, é o maior edifício existente em Portugal para fins exclusivamente civis.Começada em 1792, trata-se de edifício rectangular com 99 metros de frente e 61 metros de lado. Incluía as instalações assistenciais, igreja na parte central, oposto a frontaria o palácio residencial da princesa Benedita. Na construção e estatuária foram utilizados mármores de Pêro Pinheiro, Sintra, e mármore negro extraído perto de Runa, em Pêro Negro.

Implantada num vale aberto e plano entre colinas de montes arredondados, emerge no meio de vinhedos e terras de cultura,  grandiosa construção, vista de longe impressionam, força das linhas arquitectónicas e a beleza do conjunto. Nota-se. foi projectado com sabedoria.

No oeste português quase escondido da curiosidade de quem passa, está uma das mais impressionantes e misteriosas obras edificadas em Portugal.

A frontaria de 3 corpos, ostenta 11 conjuntos de 3 janelas cada um, ao centro a igreja tem 3 janelas  a qual se acede por escadaria de 7 degraus. Um Belo e único monumento.

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Encontro

Circulávamos pela antiga estrada real de Lisboa a Mafra, denominada pelo regime republicano estrada nacional 117, no trecho entre o Sabugo e Pêro Pinheiro, passado o lugar de Palmeiros, conotação peregrina dos círios Marianos do Cabo Espichel e da Nazaré um pouco adiante saímos da via, tomamos a direcção de Falimas,Casal do Gosmo. Meio quilómetro percorrido, paisagem e  silêncio contribuem para esquecer estarmos a quatro léguas do centro de Lisboa e  uma da vila de Sintra.

As courelas de pasto bordejadas por renques de arvoredo viçoso,lembram um pedaço do "bocage" gaulês. A calma e vastidão da paisagem com a serra sintrense ao fundo contribuem para a sensação de "lonjura " que nos invade. Prosseguimos um quilómetro adiante termina o asfalto, no sítio do Casal do Gosmo. Retrocedemos por entre sobrais e zambujos. De repente numa curva a altura do Casal das Vivas, deparamos na berma com um sublime freixo que tinha escapado a nossa atenção. Paramos, um habitante do sítio com aspecto de  respeitável longevidade aproximou-se, metemos conversa ficamos a saber ter uma idade avançada, perguntamos sobre a árvore que motivara a nossa paragem. Respondeu dizendo ser freixo já grande no tempo do  seu avô.

O ancião afastou-se, observamos a árvore sem preocupação de rigor medimos o tronco a altura do peito,  verificamos ter mais de três metros de perímetro. O fuste altivo grandioso está de acordo com tão robusto suporte. Estamos em presença duma árvore certamente centenária. Desconhecemos se no Município de Sintra existirá outro idêntico. Descoberta feita por acaso que deixamos para desfrute de quem nos visita.

Um monumento vivo,digno de veneração porque é um hino à glória  de Deus e "presente" para admirarmos no seio da natureza donde viemos e para onde voltaremos um dia.

Terra das oliveiras doentes

 No munícipio de Sintra distrito de Lisboa Portugal,ao qual pertence o agrupamento de freguesias de Almargem do Bispo-Montelavar-Pero Pinheiro,circunscrição administrativa onde está implantada em terrenos outrora pertença da Casa Pombal,a denominada "granja do marquês"a base aérea nº1 da Força Aérea Portuguesa. Nas imediações encontramos o sítio da Cortegaça,localidade onde subsistem rústicas construcções testemunhos da sua ancestral fundação.

A origem do topónimo Cortegaça,deve ser estudada de acordo com a situação geográfica das povoações designadas por esta palavra, os "localismos " influenciam o significado.Corte tem inumeros significados ,para a nossa pesquisa escolhemos,"casal campo",evitamos aldeia porque estaremos perante povoado anterior ao domínio arabe.

Em redor de Cortegaça algumas  oliveiras velhas porventura denunciam restos de robustos olivais, e também zambujos ou oliveiras bravas certificando abundância de azeitona . Uma doença que atacava as oliveiras era conhecida por "gafa", tal moléstia provocava  queda do fruto antes da maturação,e consequente quebra na producção de azeite.
A povoação seria conhecida por Corte Gafa; casal,campo ou terra das oliveiras doentes (portadoras de gafa).Por corruptela,tão vulgar na topononímia,Cortegafa passou a Cortegaça.

A oliveira é associda á luz, da azeitona se diz "para dar a luz ao mundo mil tormentos padeci".O azeite alimentava as lampadas,fontes de claridade,triunfo sobre a escuridão, igualmente permitia melhorar a dieta alimentar das populações em tempos de penúria.

Talvez para evocarem a protecção divina para as suas oliveiras,os moradores da Cortegaça tenham desejado como padroeira do "burgo"Nossa Senhora da Luz,em honra da qual erigiram uma capela singela e humilde,construída na entrada da povoação ladeando a antiga estrada vinda de Sintra.A escolha de alguém ou algo associados a luz ,baseava-se na antiga crença.de na luz existir um Deus misericordioso e bom;de acordo com o pensamento de J.Boehme.

A capela actual do século XVIII,substituiu a anterior destruída pelo terramoto de 1755;provavelmente,situada perto do cruzeiro,hoje no meio da estrada,antes quem sabe, adorno do adro da ermida. 

 

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