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Tudo de novo a Ocidente

AS ÁRVORES NÃO MORREM SEMPRE DE PÉ: A PONTE DO CHOUPO

Das árvores que embelezam os nossos dias, refrescam o quotidiano estival com a sombra dos ramos,suscitam momentos de enlevo com a sinfonia do vento na folhagem,é costume dizer  morrem de pé.

Um dia da semana que decorre, deparei num trecho ribeira da Jarda, bem no recôndito da Quinta Grande de Meleças, Freguesia de Rio de Mouro,termo da Rinchoa, Concelho de Sintra, um caso que exemplifica o titulo deste apontamento.

Um velho choupo, ou ulmeiro,derrubado pelo temporal, tombou sobre o talude da margem oposta aquela onde firmava as raízes,  ficou colocado tal qual uma ponte.

Quem sabe se não seria o fim que estaria destinado? Enquanto o tronco resistir ao apodrecimento, ou  a improvisado lenhador, que retalhe o "madeiro",será possível contemplarmos esta singularidade: o choupo transformado  numa "ponte".

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A PONTE MEDIEVAL DA RINCHOA

A Área Metropolitana de Lisboa,em muitos dos seus aglomerados urbanos, possui património que não é conhecido, e por isso mesmo, deve ser divulgado.

No Concelho de Sintra, a Rinchoa, que é "bombo" da festa de muitos "analistas" que por falta de humildade, falam do que não sabem. Não fazem ideia de que  muito do que apontam como sendo sítios descaracterizados sem alma nem história; têm afinal um património interessante e valioso.como é ocaso da NOSSA TERRA.

Na Rinchoa ao fundo da Avenida dos Carvalhos, limite da freguesia de Rio de Mouro com a de Belas, na confluência da "regueira" da Tala com a Ribeira da Jarda, existe uma secular, e interessante ponte de pedra que servia de passagem entre os concelhos de Sintra e Belas.

 

 

 

 

 

A Rinchoa foi durante séculos um cruzamento de caminhos, característica que se mantém ainda hoje.

 

Esta ponte que é sem dúvida, medieval, está ao abandono, felizmente encontra-se em bom estado de conservação, merece que seja limpa das ervas e silvas que a rodeiam e assinalada como património de interesse público.

Aqui, no coração do concelho de Sintra, é possível observar uma vestuta ponte, com pormenores construtivos, já difíceis de encontrar em monumentos do mesmo tipo noutros locais de Portugal.

Esta ponte,por incúria serve de suporte a uns inestéticos canos ,e cabos de plástico que devem ser retirados, para que possa ser admirada na pureza das suas linhas originais.Agora (2015), os tubos já foram retirados.Afinal alguém lê os nossos textos

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A ponte da Rinchoa para a Tala, deve ser classificada como imóvel de interesse público, para que todos a conheçam e admirem. É uma estrutura que durante muitos anos, permitiu aos moradores, almocreves e viajantes, atravessar a Ribeira da Jarda, para se dirigirem ao Recoveiro e Meleças. Mas isso será tema para próximo encontro.

 

Por hoje fiquemos com esta bela e antiga obra de cantaria, património da  Rinchoa.

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