Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tudo de novo a Ocidente

ORAGO DA CAPELA DE ALBARRAQUE

Albarraque,  é localidade da freguesia de Rio de Mouro, no Município de Sintra, o segundo concelho com mais população em Portugal.

Acerca da importância económica social e histórica, escrevi alguma prosa neste blogue, hoje deixarei de lado facto de Albarraque ser dos maiores pólos da industria dos tabacos a nível global, vou referir  particularidade de índole religiosa característica da aldeia.

Esta região é habitada desde tempo remotos, não admira como todas as povoações de vetusta idade , Albarraque, tenha capela onde antes da edificação da igreja da Sagrada Família, povo acorria, no cumprimento dos deveres religiosos.

Por volta de 1870, Pinho Leal no Portugal Antigo e Moderno, escreveu . " Nesta aldeia está a formosíssima capela de Nosso Senhor dos Aflitos, e cujo padroeiro se faz uma festa sumptuosissima.

A sagrada imagem do Crucificado é de primorosa escultura  de um valor inexcedível, e os povos destes sítios lhe consagraram uma grande devoção "

Ficamos saber há 150 anos, a capela seria da evocação do Senhor dos Aflitos. Actualmente é celebrada anualmente festa em honra de Santa Margarida, cuja imagem secular se venera no templo.

Em 1911, era referida simplesmente por  "capela de Albarraque", sem menção alguma a nome do padroeiro,

Desconheço quando canonicamente , deixou de ser da evocação de Nosso Senhor dos Aflitos, passando a protecção de Santa Margarida,

Dúvidas a parte, a imagem em marfim de Cristo Crucificado, é de grande beleza, sendo apresentada em exposições de arte sacra , como exemplo de grande valia,simbólica e muito bela.

P9086769.JPG

 

 

 

PRECONCEITOS DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A propósito da desgraçada pandemia, alastrando em boa medida pela incompetência de quem devia cuidar debelar o mal, sem  conseguir.

  Assistimos a  plêiade de  "entendidos " , sem qualquer fundamento lançam labeu,acerca periferia de Lisboa, concretamente, concelho de Sintra,  traçando cenário onde segundo tais luminárias pulularia  multidão de indigentes, espécie lumpemproletariado;esquecendo, por exemplo na Freguesia de Rio de Mouro, desses terrificos sitios, está sediado , colégio   classificado em segundo lugar, do País a nível do ensino básico , frequentado por crianças , desta freguesia e restante concelho sintrense, netos dos aqui moramos há dezenas de anos, e aonde aprenderam os pais.

As escolas publicas no concelho e freguesia estão igualmente bem colocadas no ranking.

Os preconceituosos  esquecem deliberadamente, facto do casco urbano da capital cada vez mais " oco " de moradores indígenas, conter zonas  problemáticas social e economicamente, em grau superior as apontadas  por   tais  "excelências".

Nestas bandas está crescendo nova realidade; surgindo tempo , pós-pandémico.

Antes muito antes do vinho do Porto aspirar ser sol engarrafado , já  vinho de Colares, afirmava esse designio em 1936 No caminho do Ocidente sempre fomos precursores 

Continuai  a vossa lenga-lenga;  vozes de burro não chegam ao Céu.

acolares.jpg

 

 

PREGOS E BITOQUES - NOVAMENTE

Escrevi algum tempo nesta " tribuna "  os melhores pregos e bitoques eram os do " arco - íris " restaurante sediado na Av. Infante D. Henrique , perto da estação ferroviária na freguesia sintrense de Rio de Mouro.

Confesso ultimamente comecei  duvidar da justeza da minha apreciação. Felizmente posso hoje reafirmar, continua a ser o melhor sitio de toda área metropolitana de Lisboa para degustar os pitéus.Ontem pude verificar com satisfação a excelência da carne esmero da apresentação, simpatia do pessoal, quem tiver dúvidas vá lá e constate a  veracidade .

arcoi.jpg

Neste cartão, sem exagero, deviam substituir  termo " especialidades " por       "sumidades " , mais não digo,  esta genuína e ilustre casa  elevou  confecção da iguaria que  sintrense  Manuel Prego " inventou ", ao mais alto gabarito.

 

 

 

NO TEMPO DAS ARRIBANAS

Há cerca de dois séculos , Novembro de 1820,  " Gazeta de Lisboa ", informa ." pelo juízo da Executoria do Concelho da Real Fazenda e casa do mesmo tribunal se hão- de (...) arrematar umas casas , com arribanas palheiros, quintal . tudo murado em volta. sita em Varge Mondar ".

Refere-se ao sitio do mesmo nome situado na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra.Ficamos a saber da exploração agro pastoril da zona , no inicio do século XIX. o termo  " arribanas " designava , choupana onde se recolhia o gado, normalmente coberta de colmo ".

Reminiscências do tempo de rebanhos e pastores , com  conotação rústica e ancestral que não deixa de ser interessante. Os vocábulos e toponómios são fonte de ensinamentos.

MODERNO E ATRAENTE LOCAL PARA COMER E PETISCAR EM RIO DE MOURO

Abriu no primeiro dia deste mês, em Rio de Mouro Sintra,  estabelecimento com todas as condições para se transformar numa referencia na gastronomia da terra,

O proprietário é  mesmo do celebrado restaurante Arco Íris, a " catedral " dos pregos e bitoques de todo o Pais.Ambos ficam situados na Avenida Infante D. Henrique próximo da estação ferroviária da Vila de Rio de Mouro. esta caracteristica torna fácil  acesso , sem necessitar viatura, e nesse caso o estacionamento não é difícil.

O novo restaurante foi projectado e decorado com muito bom gosto ; espaçoso higiénico e confortável.Uma particularidade os empregados simpáticos e atenciosos, coordenados pela filha do proprietário, não precisam  manusear dinheiro,  os clientes podem utilizar  moderníssima máquina de pagamento, raros concorrentes possuem identica e higiénica opção

 Sinal inequívoco de progresso e  mudança do nosso " bairro". Bom augúrio ,  desejo de ver  " PETISQUEIRA DO RIO " , guindar-se ao nível  do " arco íris ".Fiquei cliente,  muitos serão por certo a    "ementa" apresentada, e  os donos pela arrojada iniciativa; merecem.Longa vida para " Petisqueira"

pest I.jpg

pestII.jpg

 

ILUSTRE SINTRENSE, PERSONALIDADE NÍVEL MUNDIAL, QUASE ESQUECIDO

A freguesia de Rio de Mouro, berço ao longo dos séculos de individualidades, durante a vida  alcançaram que posições de relevo mas que infelizmente, hoje estão quase esquecidas. Honrar a memória e resgatar do esquecimento esses conterrâneos é dever de cidadania que exerço com empenho.Tive ensejo de evocar este Sintrense, na sessão solene comemorativa da elevação Rio de Mouro a vila, realizada ontem.

No lugar do Papel, hoje integrado na freguesia de Agualva Cacém, Mira Sintra e São Marcos, nasceu a 26 Dezembro de 1903: Francisco José Carrasqueiro Cambournac filho de D. Maria Carlota Canas Carrasqueiro, senhora de família importante da Vila de Belas e de Pedro Roque Cambournac, proprietário  administrador da Tinturaria Cambournac, natural da quinta do Papel, freguesia de Nossa senhora de Belém em Rio de Mouro. Pode dizer-se que Francisco Cambournac era um "saloio de gema".

Licenciado em Medicina pela faculdade de Medicina de Lisboa, pós-graduado em medicina tropical, em instituições universitárias de Hamburgo, Londres e Roma.

Regressando a Portugal,seria nomeado professor do Instituto de Medicina Tropical de Lisboa, mais tarde no período 1964 a 1973, director daquele mesmo instituto.

Ao longo da vida profissional, teve papel relevante na erradicação do paludismo em Portugal, dirigiu o Posto de Malariologia de Águas de Moura, concelho de Palmela, e idêntico estabelecimento em Benavente. Pela sua competência e saber ficámos a dever a extinção do flagelo da sezões, na zona dos arrozais do Vales do Sado e Sorraia. Publicou cerca de duas centenas de trabalhos científicos, versando a temática da epidemiologia.

A profícua acção do Doutor Francisco Cambournac, permitiu acabar o paludismo em Cabo Verde, antes da independência, tendo desempenhado papel destacado semelhantes trabalhos em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau. Neste ultimo país, depois de 1974 a pedido do Governo, dirigiu programa de combate a malária tendo idade 80 anos..

Nomeado em 1964 director Regional para África da Organização Mundial de Saúde (OMS) com os  votos favoráveis de representantes na ONU dos movimentos de libertação das antigas colónias, portuguesas, que teria desagrado ao Professor Salazar. Só não existiu retaliação devido ao elevado prestigio Professor Cambournac gozava mundialmente. No entanto acerca da sua actividade edificaram uma "muralha de silencio",  perduraria até a  morte em Lisboa no dia 8 de Junho de 1994.

Aqui fica o meu testemunho e apreço.

Honremos a memória de tão insigne Sintrense.

 

MISTÉRIOS DE RINCHOA - SINTRA : A POUSADA

Nome de uma rua algumas vezes, pode conduzir a equívocos, parecer desadequado.No entanto procurando conhecer a história do sítio onde deparamos a placa toponímica de orientação tudo fica claro.

No bairro de Fitares, Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro Sintra, existe próximo do posto de correios,  Rua da Pousada.Como sabemos pousada é  casa onde se recebem hospedes, pensão ,hospedaria, local para pousar, ou seja descansar,  procurarmos nas vizinhança não encontramos nada  semelhante. Porque terá sido denominada com tal nome?

Recuando ao tempo da  quinta do Casal da Serra,adiante da rua da pousada,ano 1950 ainda resistiam ao camartelo especulativo, curioso e antigo conjunto de edificações.  Os primeiros interessados em urbanizar a zona ,pretendiam aproveitá-lo para "pousada  com fins turísticos e repouso salutar".

Mudaram  promotores, intenção esmoreceu,todavia  ideia tinha conquistado aderentes, quem concretizou a operação urbanística,não realizou a "fantasia" ironicamente foi proposto e Câmara Municipal de Sintra aceitou designar a artéria "Rua da Pousada".Se tivesse vingado  propósito inicial, da janelas seria possível admirar o bonito vale da Ribeira de Fitares.Infelizmente, aqui não "poisou "  bom gosto dos pioneiros... Fica  texto esclerecedor do "mistério"... 

P3016305.JPG

 

 

ANIVERSÁRIO DO GRANDE ESTATUÁRIO FRANCISCO DOS SANTOS

No longínquo dia 22 de Outubro de 1878, veio ao mundo no lugar de Paiões , freguesia de Rio de Mouro , concelho de Sintra , um menino a quem foi dado o nome de baptismo Francisco.Após vida de intenso trabalho, guindou-se a galeria dos grandes da Pátria, orgulho da terra onde  nasceu.

Comemorando efeméride a Junta de Freguesia de Rio de Mouro, representada pelo seu Presidente e pelo Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, acompanhados de alguns dos membros do executivo, e outras pessoas nas quais me inclui,depositamos no mausoléu do artista,erigido no cemitério de Benfica, em Lisboa, singela coroa de flores.

Recordar a memória dos filhos honra de uma terra, sejam de nascimento ou adopção é dever de cidadania, a autarquia cumpriu. Francisco dos Santos sintrense ilustre, no 138º aniversário do nascimento, ainda não está esquecido.

O assento de baptismo que deixamos é parte da justíssima homenagem  hoje  tributada.

PT-ADLSB-PRQ-PSNT08-006-dB17_m0022 (1).jpg

 

SONETO A SUA MAJESTADE O REI DE PORTUGAL DOM JOSÉ PRIMEIRO

P4194095.JPG

 

Na celebração festiva quando foi colocada na Praça do Comércio em Lisboa  estátua equestre de D.José I. Domingos Maximiniano Torres, poeta talentoso e consagrado, natural de Rio de Mouro termo da vila de Sintra, escreveu a propósito, um SONETO:

 

O Soberbo Padrão esclarecido

Que a vós , sublime Rei, gratos erguemos

É sombra escassa do que n`alma temos

aos vossos benefícios erigido.

 

Não de mármore ou bronze construído

Mas das Reais virtudes, que em vós vemos

Coração justo, e amante sem extremos,

Por ódio, ou por afecto não torcido.

 

Cresce assim mais vossa memória

semeada por nós no Mundo inteiro

servindo-nos de honrosa e eterna História.

 

E ainda no futuro derradeiro

lembrará com inveja , e nossa glória 

o Pai da Pátria O GRÃO JOSÉ PRIMEIRO.

 

Belíssimo poema, autoria do Bacharel Domingos Maximiniano Torres: "Á inauguração da Estatua Equestre do Fidelíssimo Monarca D. José I - o Magnânimo Nosso Senhor, no dia 6 de Junho de 1775  "certamente agradou a sua Majestade, pouco depois o "vate" seria nomeado funcionário da Alfandega de Lisboa.

Rio de Mouro, sítio de Tradição Pombalina, Maio, ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016.

 

Júlio Cortez Fernandes

                                                     

                                              

 

                                              

 

                                                 

                                                

                                               

                                                     

RIO DE MOURO - SÍTIO DE TRADIÇÂO POMBALINA

Existem em Portugal, localidades, ligadas à vida privada ou acção política do Marquês de Pombal de modo relevante, e merecem ser denominadas "terras pombalinas", no Concelho de Sintra, Rio de Mouro é uma delas onde o Marquês possuía vastas propriedades, trajecto entre o palácio em Oeiras e  Quinta da Granja, passava por aqui. Hoje ainda podemos encontrar o traçado da "estrada Marquês de Pombal". A tapada das Mercês e  capela de Nossa Senhora das Mercês,estão situadas no território antigo da freguesia de Rio de Mouro. O terreiro da Feira das Mercês, foi destacado das terras da Casa Pombal.

 

A quinta do "Scoto" e pinhal adjacente eram também de sua pertença. Consta  antes de seguir para o exílio na vila de Pombal, quando foi demitido do cargo de ministro do reino, o Marquês passou alguns dias na quinta do "scoto" ou do "escoto". Curiosamente Domingos Maximiniano Torres, nasceu na quinta de Entrevinhas,contigua .

 

Oh Peregrino, que olhas respeitoso.

O heróico busto em bronze relevado

Se saberes queres, do que está gravado

nos nossos corações, o nome honroso

 

Pergunta ao Luso Povo venturoso

Quem o antigo quebrou grilhão pesado

Em que o teve a ignorância aferrolhado

Por mãos do fanatismo sanguinoso.

 

Quem d´entre as cinzas fez surgir princesa

Do mundo Elysia, e de esplendor a veste

E o comércio anima e as artes preza

 

Quem extirpou da hipocrisia a peste

Ah! sublime CARVALHO, nesta empresa

os passados heróis, e a Ti venceste

 

Ilustre e consagrado participante no movimento da "Arcádia Lusitana", o Bacharel Domingos Maximiniano Torres, natural de Rio de Mouro, devotado seguidor das ideias do Marquês, dedicou-lhe o soneto acima reproduzido, a propósito da colocação do busto em bronze, de Sebastião José de Carvalho e Melo na estátua equestre de D.José I, inaugurada  na Praça do Comércio em Lisboa, dia do aniversário do monarca, 6 de Junho de 1775.

 

Domingos Torres admirador do Marquês de Pombal; isso foi uma das causas da prisão do poeta, quando o seu "idolo" caíu em desgraça, viria a falecer no Forte da Trafaria. Por tudo Rio de Mouro, conforme nossa "deliberação" será a partir de hoje: "SÍTIO DE TRADIÇÃO POMBALINA".

P4194095.JPG

P4194092.JPG

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Curiosidades sobre o autor

Comentários - Alvor de Sintra

Quadros para crianças

Sites e Blogs de Interesse

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D