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Tudo de novo a Ocidente

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE BELÉM - ASSINALANDO FESTIVIDADE

No coração de Rio de Mouro,dito antigo, ou talvez inapropriado Velho, ergue-se um templo que funde fé comunidade, e identidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Belém.

Foi o cardeal D. Henrique, tio avô do infeliz rei D.Sebastião, quem encomendou esta construção que a partir de 1563, acolheu os frades da ordem de S.Jerónimo, vindos do Mosteiro da Penha Longa, onde a devoção á Virgem de Belém. era viva, afastando qualquer confusão  com os Jerónimos de Lisboa, e reforçando uma ligação espiritual unido a Serra de Sintra  ao Tejo.

A igreja formada por nave única de arquitectura maneirista, escorreita, resistiu ao terramoto de 1755,  e as inclemências do tempo.

No seu interior  destacam-se a pia de água benta, ao estilo manuelino, o que segundo alguns historiadores, parece demonstrar igreja mais antiga do que a data 1563, gravada na pedra sobre a porta principal.

Além desta pia destacam-se, imagem gótica de São Brás, um baixo relevo da Anunciação, e  altar mor em talha dourada , singulares testemunhos do cruzamento épocas e estilos.

Todavia. o que torna este templo especial é a ligação profunda entre a pedra e a gente que o frequenta.Todos meses de Julho, a comunidade de Rio de Mouro antigo,reúne-se no adro para celebrar a sua padroeira com procissão música gastronomia e encontros inter geracionais, rituais que fazem ecoar pelo vale onde corre o rio do topónimo, a devoção começada há quase 500 anos.

piaa.jpg

SIMPLES NOME DE RUA

Num recanto da zona mais antiga da freguesia de Rio de Mouro, na localidade vulgarmente  denominada Rio de Mouro  Velho, existe uma rua, cuja placa toponímia ostenta, quase anónimo nome.No entanto refere alguém importante papel social e económico na história não só da região, mas também do País.

António José da Luz nasceu no ano de 1867,filho de rico proprietário e industrial,natural e residente em Rio de Mouro. Talvez porque destinava ao seu herdeiro um futuro de relevo, aquele capitalista,quis seu rebento, viesse ao mundo  na casa que possuía na Rua da Junqueira, então do concelho de Belém, com intenção   ser baptizado, na " verdadeira " igreja de Nossa Senhora , ou Santa Maria de Belém,em vez do humilde templo de Rio de Mouro de igual evocação. 

Quando completou, idade 19 anos, António José, rumou a Inglaterra para  estudar técnicas têxteis de tecelagem e estamparia,com intuito mais tarde modernizar e ampliar a fábrica da família em Rio de Mouro.

Regressado, a Portugal, ainda acompanhou o pai na gestão do negócio.Infelizmente, em 1905,  com pouco mais de 60 anos,progenitor viria a falecer.

Questões de heranças, e talvez por ter conhecimento que o negócio para ser rentável, exigia investimentos que a família Luz , não estaria disposta a efectuar, a fabrica seria vendida a José Cupertino Ribeiro,abastado comerciante e accionista da poderosa Sociedade Lisbonense de Algodões, e da Estamparia de Braço de Prata, tudo sediado na capital.

António José da Luz,viria a tornar-se grande proprietário em Rio de Mouro,e auxiliando muitas das obras sociais da freguesia. Por essa razão a Camara de Sintra deliberou atribuir, o seu nome a rua onde se situa a sua habitação.

Faleceu em 1934, na freguesia de Rio de Mouro , sendo sepultado no jazigo de família no cemitério publico paroquial , melhoramento, curiosamente, construido  grande parte, graças a  contribuição monetária  de Cupertino Ribeiro.

Eis como placa toponímia aparentemente , sem interesse, recorda factos marcantes da história local.

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PERCURSO ATRIBULADO DO " CHAFARIZ DA RAINHA " EM RIO DE MOURO VELHO

Num recanto da Rua Cupertino Ribeiro, no casco antigo da freguesia, existe  chafariz, ora seco , em cuja bica correu durante mais de um século agua mineral de elevado teor de ferro, popularmente dita " férrea".

A fonte mandada construir, pelo senado da Câmara de Sintra, reinado de Dona Maria II, para "O Bem Público" , seria demolida em 1971, por uma empresa industrial,durante execução de obras. Responsáveis tiveram  cuidado de guardar as pedras, com as respectivas inscrições.

O povo da terra tinha, e continua tendo grande estima no  histórico chafariz,  sempre desejou voltar a vê-lo no local onde havia sido implantado.

O senhor Artur Duarte,colaborador do Jornal de Sintra, foi  quem mais pugnou no sentido do chafariz ser reconstruido no devido lugar. Assim sucederia no final de 1973.

Com decorrer tempo voltou  ficar degradado,  atenção e carinho da actual Junta de Freguesia de Rio de Mouro,relativamente ao património historico, e tradicional da nossa terra,permitiu restaurar o fontanário.

Ficou incompleto desejo de todos; agua mineral, brotava na bica , canalizada a partir de nascente numa  quinta das proximidades,precioso liquido que  pertencia  ao domínio publico ,deixou de correr.É pena, segundo antigas análises  água posuia  excelentes caracteristicas terapêuticas.

O chafariz completará 240 anos, em 2021, longa vida com menos atribulações, para emblemático ex-libris de Rio de Mouro Velho

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EFEMÉRIDE IMPORTANTE- ( 1996 - 2016)

Cumpre-se este ano, vigésimo aniversário da declaração de interesse concelhio, atribuído à igreja paroquial de Rio de Mouro concelho de Sintra, Área Metropolitana de Lisboa. O templo edificado na povoação durante séculos sede da freguesia, actualmente denominada "Rio de Mouro Velho", é exemplo interessante de arquitectura religiosa de cariz rústico.

A Nossa Senhora de Belém, escolhida como padroeira, pelos frades da ordem de São Jerónimo, porque dedicavam à Virgem, grande devoção. Os monges Jerónimos, proprietários das terras das redondezas, cujos cultivadores eram foreiros do Mosteiro da Penha Longa , onde os frades, possuíam convento.Aqueles monges se ficou devendo a construção, no século XVI. época que governava  Reino de Portugal o cardeal Dom Henrique.

A igreja e fábrica de estamparia de lenços e chitas que laborou durante cento ciquenta anos, dinamizaram o desenvolvimento económico e social do burgo. Dista escassos vinte quilómetros do centro de Lisboa, no entanto a sua observação remete-nos  para lugar longínquo.

A foto inédita, obtida a partir do caminho que habitantes de localidades circundantes, designadamente,Covas,e Serradas seguiam nas deslocações a igreja Matriz, para assistirem á missa de Domingo, ilustra a ruralidade do edifício.

A declaração de interesse concelhio, publicada no Diário da República de 6 de Março de 1996,  tem o teor seguinte: 

"Classifica-se como valor concelhio , a igreja de Nossa Senhora de Belém , matriz de Rio de Mouro,no Largo do 1º de Dezembro, e Rua de Joaquim Correia de Freitas, Freguesia de Rio de Mouro.

P7304451.JPG

Imagem de Nossa Senhora de Belém,existente na Igreja de Rio de Mouro, levada solemente no seu andor durante  procissão que anualmente se realiza em  Julho , e percorre as ruas de Rio de Mouro Velho e Paiões.

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