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Tudo de novo a Ocidente

PERCURSO ATRIBULADO DO " CHAFARIZ DA RAINHA " EM RIO DE MOURO VELHO

Num recanto da Rua Cupertino Ribeiro, no casco antigo da freguesia, existe  chafariz, ora seco , em cuja bica correu durante mais de um século agua mineral de elevado teor de ferro, popularmente dita " férrea".

A fonte mandada construir, pelo senado da Câmara de Sintra, reinado de Dona Maria II, para "O Bem Público" , seria demolida em 1971, por uma empresa industrial,durante execução de obras. Responsáveis tiveram  cuidado de guardar as pedras, com as respectivas inscrições.

O povo da terra tinha, e continua tendo grande estima no  histórico chafariz,  sempre desejou voltar a vê-lo no local onde havia sido implantado.

O senhor Artur Duarte,colaborador do Jornal de Sintra, foi  quem mais pugnou no sentido do chafariz ser reconstruido no devido lugar. Assim sucederia no final de 1973.

Com decorrer tempo voltou  ficar degradado,  atenção e carinho da actual Junta de Freguesia de Rio de Mouro,relativamente ao património historico, e tradicional da nossa terra,permitiu restaurar o fontanário.

Ficou incompleto desejo de todos; agua mineral, brotava na bica , canalizada a partir de nascente numa  quinta das proximidades,precioso liquido que  pertencia  ao domínio publico ,deixou de correr.É pena, segundo antigas análises  água posuia  excelentes caracteristicas terapêuticas.

O chafariz completará 240 anos, em 2021, longa vida com menos atribulações, para emblemático ex-libris de Rio de Mouro Velho

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EFEMÉRIDE IMPORTANTE- ( 1996 - 2016)

Cumpre-se este ano, vigésimo aniversário da declaração de interesse concelhio, atribuído à igreja paroquial de Rio de Mouro concelho de Sintra, Área Metropolitana de Lisboa. O templo edificado na povoação durante séculos sede da freguesia, actualmente denominada "Rio de Mouro Velho", é exemplo interessante de arquitectura religiosa de cariz rústico.

A Nossa Senhora de Belém, escolhida como padroeira, pelos frades da ordem de São Jerónimo, porque dedicavam à Virgem, grande devoção. Os monges Jerónimos, proprietários das terras das redondezas, cujos cultivadores eram foreiros do Mosteiro da Penha Longa , onde os frades, possuíam convento.Aqueles monges se ficou devendo a construção, no século XVI. época que governava  Reino de Portugal o cardeal Dom Henrique.

A igreja e fábrica de estamparia de lenços e chitas que laborou durante cento ciquenta anos, dinamizaram o desenvolvimento económico e social do burgo. Dista escassos vinte quilómetros do centro de Lisboa, no entanto a sua observação remete-nos  para lugar longínquo.

A foto inédita, obtida a partir do caminho que habitantes de localidades circundantes, designadamente,Covas,e Serradas seguiam nas deslocações a igreja Matriz, para assistirem á missa de Domingo, ilustra a ruralidade do edifício.

A declaração de interesse concelhio, publicada no Diário da República de 6 de Março de 1996,  tem o teor seguinte: 

"Classifica-se como valor concelhio , a igreja de Nossa Senhora de Belém , matriz de Rio de Mouro,no Largo do 1º de Dezembro, e Rua de Joaquim Correia de Freitas, Freguesia de Rio de Mouro.

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Imagem de Nossa Senhora de Belém,existente na Igreja de Rio de Mouro, levada solemente no seu andor durante  procissão que anualmente se realiza em  Julho , e percorre as ruas de Rio de Mouro Velho e Paiões.

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