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Tudo de novo a Ocidente

OUTRO MONUMENTO VIVO EM PLENO AGLOMERADO URBANO

Na Rinchoa,localidade do Município de Sintra, freguesia de Rio de Mouro,encontramos duas árvores centenárias de grande porte, crescem junto a, Calçada da Rinchoa, principal artéria da "urbe",referimos sobreira da Rinchoa e  freixo, acerca dos  quais aqui escrevi apontamento.São  árvores embelezam a Rinchoa e merecem ser preservadas.

Ontem nas caminhadas que realizo ,no "bairro", deparei num outeiro por detrás do muro que ladeia a Rua da Fonte,vetusto e copado carvalho negral,cujo tronco coberto de erva, trepadora,passa despercebido a quem passa e observa a distancia.

Com certeza árvore centenária tal qual as suas "vizinhas" anteriormente referi.São exemplares poupados ao derrube da mata primitiva .Foi sorte terem resistido até aos nossos dias,devem ser devidamente assinalados para a população conhecer este valioso património que valoriza a terra em que vivemos cada dia mais requalificada e propiciadora  de melhor  quotidiano onde é agradável viver

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NA BUSCA DA FÁBRICA "PERDIDA " DE ALBARRAQUE

O meu estudo acerca da fábrica setecentista de estamparia, laborou no sítio de Rio de Mouro,hoje dito "velho" para diferenciar do que surguiu no "rescaldo " da pressão urbanistica em redor da estação ferroviária, "Rio de Mouro -Rinchoa", construida no século XIX ,é  único testemunho relativo aquela fábrica.

A tarefa de investigar a História, dita  " local " a qual  dedico z algum tempo, com gosto, guiado pela ideia  quanto mais souber relativamente a uma localidade ou região melhor conhecerei a História do Povo,   que dizer da Pátria,

Descobri,como atesta fragmento do testemunho escrito que ilustra este texto,  existência no final do século XVIII, de uma fábrica de "Xitas", no lugar de Albarraque, cuja direcção seria assegurada por "mestres" italianos.Não sei mais nada relativamente a esta nova achega demonstrativa da antiga importância industrial, da freguesia de Nossa Senhora de Belém, em Rio de Mouro.

 Continuarei a "busca" quem sabe consiga decifrar o "enigma",? por agora tive sorte...

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SEGREDOS DA VILA DE SINTRA : " MUSEU DO VEREADOR "

Acerca de Sintra e termo muito está escrito,todavia nas pesquisas continuo, encontro amiúde,factos e personagens pouco conhecidos, marcantes na vida e actividade da sociedade  sintrense .

Há 75 anos Abril de 1943, realizou-se no Hotel Nunes, no centro histórico da sede de concelho, banquete dedicado ao conselho de administração da empresa Sintra Atlântico,responsável da exploração da linha de eléctricos , ligava a vila a Praia das Maçãs. Administradores da sociedade eram a altura : Camilo Farinha , Luís Leite e Eduardo Almeida, a justa homenagem promovida pelas forças sociais económicas e políticas do burgo, destinava-se a realçar trabalho realizado pelos gestores ao longo de vinte anos de exercício da função.

Ao repasto compareceu parte significativa da elite sintrense, os ausentes fizeram questão enviar telegramas de felicitação e elogio,nomeadamente os proprietários de terrenos e moradias da zona servida pelo eléctrico, entre outros, citamos Dr. Cornélio Silva,Mário de Noronha, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, os "artistas",Adelino Nunes ,Faria da Costa,Raul Tojal, e Keil do Amaral, construtores do denominado , "bairro dos arquitectos",edificado no pinhal do Banzão a Praia das Maçãs. 

Em representação  da Câmara Municipal de Sintra , presidiu ao evento o vereador Eduardo Aguiar.Este autarca, personagem influente na vida social de Sintra.

Depois do repasto os presentes, foram convidados a visitar na casa do edil, colecção de peças,acervo de  valioso museu artístico e regional.

O vereador , nome completo ,Eduardo Wilhelm de Aguiar Lutkens,devia ser  germanófilo,adepto activo do regime Salazarista,exerceu funções de procurador a Câmara Corporativa, na IV legislatura.Funcionário de conhecida Companhia de Seguros , na qual ocupava  cargo de chefe de secção, fundou  Sindicato Nacional dos Empregados das Companhias de Seguros, presidente durante vários mandatos, presença na Câmara Corporativa em representação do trabalho, devido a  condição de sindicalista "oficial".

Em 1936, exerceu cargo de secretário do Conselho Administrativo do 6º Batalhão da Legião Portuguesa, facto revelador do perfil ideológico.

 Desconheço onde estava situada a "casa museu" referida,e demais  factos   da actividade política.Nasceu em Lisboa, 1 de Julho de 1892,não sei as habilitações literárias, nem data do falecimento.

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TOPONÍMIA SINTRENSE - PRAIA DA SAMARRA

Praia da Samarra pitoresca e abrigada situa-se no litoral da freguesia de São João das Lampas, Município de Sintra adiante da aldeia de Cortezia,não muito distante da povoação da Assafora, uma das mais populosas da paróquia.

A praia forma espécie de ancoradouro natural abrigado e afastado do mar aberto;condições adequadas a desembarque dos corsários que durante séculos frequentaram este trecho da costa marítima de Portugal.

A origem do nome baseia-se na designação "samarra"  atribuída  porção de mar vai terra dentro  entre terreno declivoso de encosta proporcionando abrigo confortável aos mareantes , como era caso.

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ROMAGEM À CAMPA DE LEAL DA CÂMARA

No dia 21 do último mês passou mais um ano sobre o falecimento de Leal da Câmara, ocorrido em 1948. Costuma afirmar-se que alguém só morre de facto, quando está completamente esquecido. Apesar do reduzido número de pessoas ter assinalado a efeméride, "o mestre" continua na lembrança da gente do sítio onde viveu e deixou "marca": a RINCHOA no concelho de Sintra.

Leal da Câmara foi inumado no cemitério paroquial de Belas na sepultura  de sua mãe, falecida em 1930. Como preito ao ilustre finado, colocou-se sobre a pedra que cobre campa rasa, coroa de flores, em ambiente de respeitoso silêncio.

O acto contou com presença dos presidentes do agrupamento de freguesia de Queluz-Belas: Paula Alves e da freguesia de Rio de Mouro: Bruno Parreira e algumas outras pessoas entre as quais o autor desta nota. Cerimónia simples, por isso de grande significado.

Em entrevista concedida a um periódico dois anos antes da morte, LEAL, afirmava: "ainda acabo saloio". Não sabemos se terá sido assim, terminou os dias na região saloia que tanto estimava, é verdade... merece a nossa recordação e reconhecimento pelo legado.

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A MAGNÓLIA SINAL DE NOVO TEMPO

A magnólia plantada na Calçada da Rinchoa na Freguesia de Rio de Mouro, município de Sintra Área Metropolitana de Lisboa, está em plena floração pela primeira vez. As belas flores são regalo para quem observa.

A planta da variedade magnólia fiiliflora, simboliza pela sua beleza e porte a dignidade.  Aqueles que exercem o poder além de cuidarem de melhorar as condições materiais seus “governados”, devem porfiar para o quotidiano ser também, convidativo a permitir, pequenos momentos de fruição do belo.

A junta de freguesia de Rio de Mouro, onde habito há quatro décadas tem finalmente no executivo liderado  por  Bruno Parreira, natural da freguesia, gente que se preocupa com este aspecto, além de mandar plantar árvores bonitas  têm promovido  arte urbana em locais públicos da autarquia, pinturas executadas por talentosos "grafiteres"  que embelezam muros,que doutro modo teriam aspecto agressivo e descuidado, sujos de “gatafunhos”.

 Não sou jovem mas acredito sinceramente na capacidade e audácia das novas gerações, sem dúvida farão melhor que a minha geração. É assim a natureza das coisas. Como escreveu Serafim Ferreira “antes que os castre o exílio que corram ao promontório os mais jovens da tribo” e… plantem magnólias e mais flores porque as pessoa precisam de beleza, e esta só poderá surgir dos que têm sabedoria e intenção genuína de servir a população que neles confiou.

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ALTIVA PALMEIRA DA RINCHOA QUE RESISTE A VENTOS E PRAGAS

A palmeira  árvore de ramagem sempre verde simboliza a vitória e ascensão, e  crença na imortalidade.

Na Rinchoa freguesia de Rio de Mouro no antiquadíssimo termo da vila de Sintra, área metropolitana de Lisboa, deparamos um dia destes com uma palmeira da variedade "washingtonia fifiesa".A árvore deve ser quase secular, cresce no interior da quinta,  denominada "quinta do Mota", um pouco acima da outrora apelidada "cova da onça". Era difícil reparar na imponente palmeira até os últimos temporais, provocarem  derrube de um muro de suporte da casa da quinta. A protecção civil municipal , por motivo de segurança efectuou a demolição do prédio, bastante degradado.Assim a altiva palmeira ficou mais visível e despertou a minha atenção. Apurei que a árvore já existia quando  o grande ciclone de 1941  devastou Portugal.

Talvez a palmeira de caule mais elevado que podemos encontrar no Município de Sintra, não temos a certeza, sem dúvida  uma bela árvore que resistiu a ventos e pragas ; outro motivo para considerar a Rinchoa, sítio singular. Graças a benignidade do clima e  fertilidade da terra onde está plantada atingiu porte magnifico. Comparando com o poste de  iluminação da Calçada da Rinchoa , e visível na foto, a altura da "altiva palmeira" será cerca de 20 metros , máxima que esta espécie alcança.

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In MEMORIAM DO FREIXO DA TALA

A nove de Abril de 2008, escrevemos nesta "tribuna":

"O freixo da Tala encontra-se junto da placa indicativa da localidade à esquerda da estrada vindo de Mira - Sintra". Encontrava-se porque a vetusta árvore do concelho de Sintra, definhou e teve de ser abatida.Resta a memória, e um vazio difícil de preencher no local onde há sete anos parecia ser "eterno".A placa toponímica  também desapareceu.A memória  do freixo da Tala,faz parte do acervo do "tudo de novo a ocidente", e só por isso a nossa labuta vale a pena.

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Roteiro dos Pregos e Bitoques.

Em Novembro do pretérito ano de 2011, neste espaço cultural,escrevemos chamando a atenção para a excelência dos bitoques e pregos especialidades culinárias do universo gastronómico sintrense. A confecção alcança apurado sabor olfacto tentador e apelativa apresentação nas "bitoquerias" da zona de Rio de Mouro, Rinchoa e Cacém no concelho de Sintra. Acompanhamento dilecto para saborear cerveja a copo, tirada como deve ser, pregos e bitoques, malgrado a sua difusão por inúmeras paragens em Rio de Mouro fica o "berço" hodierno do qual  irradiaram: "O arco Íris"café restaurante, situado na Avenida Infante D. Henrique, uma das principais artérias da urbe, perto da estação ferroviária da "vila", teve importância pioneira, no sentido de guindar estes "pratos" à condição de "vedetas" alimento delicioso de quem pretende gastar pouco dinheiro e beber, regaladamente umas "bejecas".

Aquele restaurante  com a sua "chapa" constituem uma espécie de "escola de formação", por onde passaram alguns proprietários de "bitoquerias" das redondezas e mais além. Exemplo do que relatamos ainda em Rio de Mouro, Rua do Rio, defronte  do Centro de Saúde Dr.Joaquim Paulino, inaugurado em 1986, deparamos com o "Zé do Prego" restaurante que abriu portas mais ou menos nessa época, por iniciativa do senhor Zé; durante dilatado tempo, esta" individualidade" muito estimada pelos seus clientes, "virou " com mestria, na chapa do "arco iris", milhares de pedaços de carne, tenra e suculenta, cortada de forma adequada, matéria prima de pregos e bitoques de "comer e chorar por mais" aguçavam o apetite dos "habitués " que assistiam á feitura do "petisco" sentados nos peculiares bancos colocados altura do grande balcão corrido da casa. Regalava observar o profissional competente na azáfama estender a "chicha"  estrelar  ovos fritar batatas regar a quente superfície metálica com cerveja base, do molho das "guloseimas", tudo feito com a alegria e desembaraço. Não causou estranheza  quando decidiu trabalhar por conta própria. No "Zé do Prego", a perfeição continuou, muitos dos seus "admiradores " passaram a clientes no novo "poiso". No roteiro da "zona demarcada", os pratos desta "bitoqueria", merecem não só "estrelas" mas também  elogios de quem aprecia  pitéus.

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Político e Floricultor

Fernando Formigal de Morais, simpatizante do Partido Republicano Português (P.R.P.) presidiu a Comissão Administrativa designada para dirigir a Câmara Municipal de Sintra, imediatamente à implantação do regime republicano em Portugal, consequência da revolução eclodida no dia 5 de Outubro de 1910. Seu pai Domingos José de Morais, mandou construir a escola "Morais", a qual chegou a dispor de uma banda filarmónica privativa. O estabelecimento de ensino foi depois oferecido a edilidade sintrense a qual ainda pertence. Para homenagear Formigal de Morais a Câmara Municipal de Sintra, na presidência do Dr. Fernando Seara, deliberou atribuir á escola básica de Varge Mondar Freguesia de Rio de Mouro, o seu nome. A cerimónia teve lugar em 5 de Outubro de 2010, integrada nas comemorações do centenário da implantação da República Portuguesa. Outros factos relativos á vida de Formigal de Morais, são do conhecimento mais ou menos generalizado.Curiosamente durante pesquisa no âmbito de trabalho académico, encontramos no jornal "A Comarca de Arganil" de 24 de Junho de 1909 a notícia seguinte:

 

"Na acreditada  casa de novidades Baeta Dias,da Rua Augusta 23 a 25 -Lisboa, foi na quinta feira (17),inaugurada uma exposição de cravos. É uma exposição realmente interessante, que muito honra o cultivador Sr. Fernando Formigal de Morais, de Cintra. Tem apresentado ali exemplares lindíssimos que têm sido muito apreciados pelos numerosos clientes"

 

O conteúdo não deixa dúvidas quanto à identidade do "cultivador" e local da floricultura. O dono da loja era natural de um dos concelhos da então comarca de Arganil, formada além daquele, mais Góis e Pampilhosa da Serra. A actividade de floricultor deste destacado membro da elite sintrense do século XX, seria desconhecida ao divulgarmos esta ignorada  faceta honramos a sua memória e cumprimos um dever...

A revolução Republicana iria ocorrer daí a um ano o fervoroso adepto da República, plantava cravos, sem cogitar a proximidade do dia que ambicionava chegasse. Lembremos a flor de 25 de Abril de 1974. Será que os cravos pressagiam mudanças políticas? Quem sabe? pelo sim pelo não, vamos todos cultivá-los.

 

 

 

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