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Tudo de novo a Ocidente

INSIGNES QUINTAS COM NOME DE ÁRVORES

A mui antiga freguesia  Nossa Senhora de Belém em Rio de Mouro, erecta por vontade dos frades da ordem de São Jerónimo do Convento da Penha Longa, donos e senhores da maior parte das terras da região, foram ao longo dos séculos aforando e vendendo propriedades depois transformadas em opulentas quintas pelos seus  proprietários.

Até criação das freguesias de Algueirão Mem Martins e Agualva Cacém, década de 50 do século XX, Rio de Mouro foi a mais povoada e rica de todas as freguesias do termo da Vila de Sintra.

O território de Rio de Mouro fértil, coberto de valiosas florestas, além da beleza forneciam lenha indispensável ao dia a dia dos moradores.

Um prova ficou na toponímia em Rio de Mouro as quintas mais ricas ostentavam e algumas ainda ostentam nomes de árvores e vegetação: Quinta das Sobralas, Quinta do Olival, Quinta do Ulmeiro, Quinta do Pinheiro, Quinta do Zambujal,Quinta de Fetares (hoje Fitares), Quinta de Entre-Vinhas e outras que porventura existem e não lembro.

Rio de Mouro é um belo sítio para viver, mal grado opinião de ilustres  "novos ricos",  além do dinheiro nada podem revelar. "Deus os ajude e a nós que não nos desampare ", sentença sábia da nossa querida avó materna.

 

Uma árvore insigne

No livro de Domingos Maximiano Torres proeminente elemento da arcádia Lusitana, poeta cultor dos estilos sonetos e odes em que escreveu dos mais belos exemplos da língua Portuguesa, está inserta uma referência a Rio de Mouro denominada terra de: "insignes quintas". 

Uma dessas quintas a da Ponte grande propriedade do século XVIII, posteriormente desmembrada por partilhas e doações deu origem as quintas da estrangeira do Cupertino e quinta de Santo António. Na última detectamos plátano possuidor de caule de grande dimensão sem dúvida apresentando maior "grossura" que o plátano declarado de interesse público existente no parque da liberdade na Vila de Sintra. Idade aproximada segundo fontes locais será de 250 anos. O plátano"vilão" cresce em espaço público e quanto a insigne árvore de Rio de Mouro termo de Sintra vegeta em terrenos privados a possibilidade da sua contemplação no âmbito deste blogue é "privilégio" gostosamente oferecido a quem nos visitar.

 

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