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Tudo de novo a Ocidente

EQUIVOCO DA TOPONIMIA

Sucede algumas ocasiões, a designação de uma artéria, pouco tem de relacionado , com a via " baptizada ". Na Rinchoa , Município de Sintra, deparei  uma via cuja placa toponímica, refere ser " das laranjeiras ", no entanto , árvore que domina  o sitio é um majestoso carvalho da espécie " negral " com  copa e tronco de assinaláveis dimensões.

Calculando de modo empírico, a idade deste espécime, posso afirmar tratar-se de exemplar com cerca duzentos anos. Oxalá continue com  magnifico aspecto vegetativo que aparenta, por muitos e muitos anos mais; seja cuidado, apesar de não terem " reparado " nele para dar nome a rua que ladeia.Deixo imagens sugestivas deste " amigo ".

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TOPONÍMIA SINTRENSE - FRANCOS

O lugar de Francos, também A-dos-Francos, fica no Município de Sintra,freguesia de Rio de Mouro,  situado num pequeno vale, atravessado pela estrada municipal que liga o IC19, desde o nó de Paiões à rotunda da Tabaqueira em Albarraque.

A simpática povoação habitada por gente bairrista e acolhedora, de que é exemplo a activa e útil sociedade recreativa, há muito que investigava  origem e significado do topónimo. Ultrapassadas as lendárias possibilidades para desvendar o significado, cheguei finalmente a "bom porto"!

No começo do povoamento  região onde foi edificada a aldeia era imenso bosque de que restam pequenos "afloramentos", como o que é visível na colina por cima da antiga azenha de duas mós actualmente, estabelecimento comercial de venda de marisco na beira da estrada, referida inicialmente. No centro da aldeia ainda deparamos com uma Quinta dos Francos.

De onde deriva então o topónimo?

Quando se iniciou actividade agrícola,   coberto vegetal seria frondoso, composto por árvores e  demais vegetação provida de espessa folhagem - do latim frõns e frondis - daí surgiu "frança" que designa: "ramo superior ou copa de árvore". Os povoadores  tiveram de arrotear a "frança" ou bouça, aproveitando as videiras silvestres que cresciam espontâneas,  iriam permitir por enxertia  formar imensas vinhas que caracterizavam o sítio ainda no século XVI.

Os habitantes primitivos passaram a ser conhecidos por "francos" por residirem numa "frança", hoje como evidencia existe pouco abaixo da aldeia o "mato da frança". Eis mais uma prova superada com satisfação nossa .

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A RUA

A denominação das artérias e outros caminhos  dos aglomerados urbanos, normalmente,tem por finalidade perpetuar factos, pessoas elementos da paisagem,animais, calamidades etc...

A toponímia das povoações é valioso repositório para conhecer a história e singularidade dos sítios.

Deparamos, recentemente num recanto da freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, Área Metropolitana de Lisboa, uma rua dos "GONÇALVES". Face à "descoberta" indagámos a origem do topónimo. Descobrimos que o motivo da designação é a circunstância de residirem ali significativo numero de pessoas de apelido "gonçalves".

Esta particularidade deve estar relacionada  com Asfamil aldeia próxima, antigamente conhecida como "A-DAS-FAMÍLIAS". Parece que o sentimento de pertença a "clã" familiar tem aqui tradição arreigada.

A unidade familiar, sinal de coesão entreajuda é digno de louvor, outra coisa  será, justificar com essa premissa a atribuição a uma rua  o nome da família maioritária que nela reside. Se a moda fosse regra, teriamos as ruas dos "silvas", dos "ferreiras", "fernandes", "costas", "coelhos" etc, etc...

A placa da rua ,deve ter sido colocada por ordem da Câmara municipal, a execução paga pelos contribuintes, objecto de deliberação da vereação da edilidade.

Simbolicamente a rua começa no "beco das vaidades" continua pela "azinhaga do caciquismo" e finda no "largo do espanto". Enfim!...

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