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Tudo de novo a Ocidente

A VEGETAÇÃO NA TOPONÍMIA - REGATO DOS AGRIÕES

O nome de alguns sítios, deriva do coberto vegetal abundante no presente ou  passado, característica  de tal modo vincada origina a designação.

No concelho de Sintra, curso de água vindo dos montes e colinas do Vale Mourão, da margem esquerda, a jusante da povoação de A-dos-Francos, freguesia de Rio de Mouro, entra no Rio dos Veados  conhecido por: " REGUEIRA DOS AGRIÕES", porque nas  margens crescerem tufos verdejantes daquele vegetal.

Consumido nas sopas e saladas, rico em minerais, principalmente ferro. Originário da Europa, cultivado em Portugal, um pouco por todas regiões, também na de Lisboa ,  concelhos de Sintra e Loures, são maiores produtores. Curiosamente, as águas que escorrem para o curso de água, provêm das colinas onde se situam  antigas minas de ferro de Asfamil; já referidas neste "blog".

A natureza  fonte de conhecimento, inesgotável.

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O RIO DOS VEADOS

O curso de água que nasce na serra de Ouressa nas proximidades de Mem-Martins, e que desagua no Rio Tejo em Santo Amaro de Oeiras, era conhecido, consoante os sítios por donde passa. No seu percurso fazia mover várias Azenhas e uma Fábrica de Estamparia, a qual foi objecto dum estudo de nossa autoria, publicado na revista SINTRIA I-II (1982-1983), a fábrica foi demolida e aquele trabalho é testemunho importante para o conhecimento da "Real Fábrica de Rio de Mouro" fundada em 1790, por Joaquim da Silva.

Voltando à ribeira, esta depois da povoação de Francos onde existia uma Azenha de duas mós, inflecte na direcção de Asfamil, antes de chegar ao sopé desta povoação, era conhecida como RIO DOS VEADOS, pela mesma razão dos "gamolares" da vila de Sintra de que falamos a propósito da origem do topónimo Galamares.

No século XVIII ainda existia o povoado. Devia ser de fundação remota. Fomos em busca de vestígios que porventura tivessem ficado,  da aldeia só existe a memória que os habitantes das redondezas conservam.      

Em consequência  duma grande cheia ocorrida há alguns anos o leito do rio modificou-se na confluência com a Regueira de Asfamil. As "passadouras" de pedra foram destruidas, assim como a inscrição que lembrava um episódio ali ocorrido,por isso deixamos o texto publicado no "Memorial de Oeiras" (1860):    

                                 

Em os 23 de Novembro de 1793 Assoccedeo por causa da cheia ser grande afogar-se

neste rio Vital Prodêncio.P.N.A.M.

 

O protagonista deste trágico acontecimento era moleiro  da azenha  cujas  ruínas se encontram um pouco abaixo no lugar da Louceira. Este trecho da ribeira é de grande beleza, sendo um dos mais recôndidos locais do Concelho de Sintra, que aqui faz fronteira com o de Cascais. Custa a acreditar que estamos a 20 km do centro de Lisboa. Sem dúvida que para quem gosta da natureza e dos seus encantos um passeio para admirar o RIO DOS VEADOS, merece uma "caçada".

O Rio dos Veados

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