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Tudo de novo a Ocidente

TOPONÍMIA SINTRENSE , SIGNIFICADO DE " VENDA SECA"

Aldeia rua bordejando a estrada nacional classificada EN 250,situada  meio caminho, entre  campo militar da Serra da Carregueira, e Idanha, união de freguesias Queluz - Belas, no concelho de Sintra, topónimo,suscitou  minha curiosidade, finalmente encontrei  significado.

Na aldeia existem diversos mananciais de água,não há memória, alguma vez haverem secado,portanto ,não deriva da falta do precioso liquido o nome da terra. Qual será a solução?

Localização do aglomerado,desde tempos remotos, propícia ao exercício do negócio de  "atravessar".Essa actividade,legal no antigo regime , consistia intervir em negócios de géneros alimentícios ou outras mercadorias para que rareassem nos mercados de destino,originando subida de preços, um açambarcamento destinado a provocar "secura" de produtos para venda,  dava lucros chorudos,  possibilitava, também, distribuir clandestinamente produto do atravessamento.Este negócio, exigia do negociante  capital próprio,de certa monta.Sabemos  ainda hoje restam vestígios de opulentas quintas propriedade de gente endinheirada.

Assim, Venda Seca,significa estabelecimento para cortar, fazer  "secante " ao passo dos almocreves, comprando a mercadoria  transportada, depois revende-la aumentando significativamente o preço.Notemos não muito distante da Venda Seca, ficava  importante feira de Agualva.

A actividade de atravessamento foi duradoura,certas ocasiões, ainda  ouvimos a expressão  :"ninguém se atravessou, e não vendi"....  

A ACÁCIA DA IDANHA...PRÓXIMO DE BELAS

Belas, sendo hoje uma simples freguesia do Concelho de Sintra, foi cabeça de um Município até 1855. Pertenceu à Casa dos Marqueses de Belas, no seu termo ainda é possível observar diversas quintas onde a aristocracia lisboeta costumava veranear.

Belas, possui um conjunto de características que lhe dão um cunho de mistério e distinção, próprio dos lugares de eleição. O vale onde se situa, e as encostas adjacentes, que a construção ainda não ocupou, estão revestidos de frondoso arvoredo que no Verão proporcionam um ambiente de agradável frescura. Como curiosidade referira-se, a existência na Quinta do Senhor da Serra, de duas alamedas uma com 120 "BUXUS SEMPERVIRENS" e outra com 15 PLÁTANOS que foram declaradas de interesse público em 2001.

No entanto, o nosso apontamento tem como objectivo chamar a atenção para uma majestosa árvore situada no sítio da Idanha, no cruzamento da Avenida Veiga da Cunha com a estrada para a Agualva e a Venda Seca. Trata-se duma Acácia com um aspecto vegetativo vigoroso e com um tronco denotando ser um exemplar de idade avançada. O local apesar de ter transito intenso está dotado de um pequeno recanto para lazer, perto da acácia.

Porventura poucos se interessam na árvore, por isso seria útil identificá-la, assim talvez fosse, admirada como merece.

Desconhecemos quem terá mandado plantá-la, deverá ter um qualquer significado, porque segundo Chevalier e Gheerbrant (1982): "por toda a parte se pode ver, portanto, a acácia ligada a valores religiosos, como uma espécie de suporte do divino, no seu aspecto solar e triunfante".

Sendo uma árvore notável, a acácia da Idanha merece a nossa atenção, já agora porque não declara-la de interesse público? Outros elementos sobre as acácias constam do nosso "post" de 8 Fevº p.p.

Doravante esta ACÁCIA poderá ser conhecida, como é devido, não só por quem passar  no local mas também observando aqui a sua imagem.

 

 

 

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